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O que a 2ª Marcha das Mulheres Negras no Brasil ensina à diáspora africana?

  • Foto do escritor: Monique Prado
    Monique Prado
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura


Em primeiro lugar, é essencial lembrar que estamos na 2ª Década Internacional para as Pessoas de Ascendência Africana, reconhecida pela ONU, o que nos leva, a nós, pessoas do continente e da diáspora, a exigir reconhecimento, justiça e desenvolvimento em todo o mundo.


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Além disso, a Marcha das Mulheres Negras no Brasil está em sua 2ª edição exigindo reparação e boa vida, e o dia marcante ocorreu em 25 de novembro, em Brasília - capital do Brasil, reunindo mais de 300.000 mulheres negras de todo o país e também do exterior, especialmente do Caribe e de outros países da América do Sul.



É importante ressaltar que as mulheres negras no Brasil representam quase 28% da população total. Portanto, elas são, de longe, o maior grupo demográfico.


Historicamente, as mulheres negras têm se envolvido na luta pela liberdade do povo, lutando pela emancipação, cuidando dos outros e proporcionando-lhes todas as condições para satisfazer suas necessidades. Elas têm sido responsáveis pela sustentação política, econômica, cultural e social do país, mas têm sido deixadas para trás em termos de sua própria mobilidade social ascendente.




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As mulheres negras no Brasil foram fundamentais para o sucesso constitucional da Constituição Brasileira de 1888, aumentando a conscientização sobre a importância da autoidentificação demográfica, agrupando pessoas negras e pardas. Elas foram cruciais para as políticas de ação afirmativa e continuam trabalhando arduamente para garantir o sistema de saúde unificado, apenas para citar algumas das ações mais poderosas que resultaram de suas lutas.


Lutar por reparação e boa qualidade de vida é necessário para alcançar o sonho da democracia, uma vez que os direitos e o bem-estar beneficiam um grupo muito pequeno em nossa sociedade atual.


A luta contra o colonialismo enraizado nas forças institucionais foi o que levou milhares de mulheres negras às ruas em novembro deste ano, exigindo urgentemente o direito de viver bem, como têm feito historicamente ao longo dos últimos séculos.



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©2025 por Monique Rodrigues do Prado

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