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Vamos organizar nosso banzo

  • Foto do escritor: Monique Prado
    Monique Prado
  • há 12 minutos
  • 1 min de leitura

Para falar sobre banzo, devemos admitir que existem algumas dimensões da emocionalidade que escapam às palavras, porque o que se sente reside no domínio da experiência corporal.


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Para falar sobre banzo, devemos admitir que existem algumas dimensões da emocionalidade que escapam às palavras, porque o que se sente reside no domínio da experiência corporal.


A profundidade histórica do banzo permeia o corpo africano na diáspora para dar sentido à memória; o que significa que o banzo é uma ferramenta que cria um cordão umbilical direto com a matriz.


O caminho interno para identificar o sentimento de desterritorialização levou muitos de nossos ancestrais à doença: não poder falar sua própria língua ou consagrar sua própria filosofia e/ou maneira de estar no mundo foram formas violentas de sequestrar os sentidos e afetos que antes eram experimentados.



É por isso que o corpo na diáspora, desde que pisou nesta terra, tornou o próprio corpo um instrumento de experimentação e linguagem, desafiando a ordem colonial que ainda persiste.



O Banzo, como a raiva e o ódio, é uma ferramenta imposta pela ordem colonial. No entanto, para que nossa emancipação mental, física e espiritual seja bem-sucedida, devemos transformá-lo em uma força motriz.



O banzo, assim como outras emocionalidades, é a prova de que a criação de um léxico diaspórico nos aproximou (e continua a nos aproximar) de imaginários radicais de bem viver.


Que nosso banzo seja uma lança afiada quando necessário.

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©2025 por Monique Rodrigues do Prado

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